Intoxicação alimentar: cuidados imediatos

 

Quais os sinais de alerta?
Uma intoxicação alimentar pode desencadear náuseas, vómitos, diarreia, dores abdominais, febre e desidratação. Mas nem todas as pessoas reagem da mesma forma: algumas têm um ou dois sinais, por vezes discretos, enquanto outras são atingidas de forma brutal. A intensidade dos sintomas varia de acordo com o agente patogénico (microrganismo) e a fragilidade de cada indivíduo.
Que fazer quando a diarreia começa?
Quando a diarreia surge, é necessário colocar o intestino em repouso. Não consumir alimentos sólidos durantes algumas horas ou até durante todo o dia. Insistir na hidratação, bebendo líquidos em pequenas quantidades de cada vez. Repousar, se possível durante alguns dias. Dois ou três dias serão suficientes para recuperar, na maioria dos casos.
A intoxicação alimentar pode ser mais grave para pessoas em risco (crianças, grávidas, idosos, doentes crónicos, etc.). Pode também trazer complicações, tornando o cólon irritável durante vários meses.
Que alimentos consumir?
Bolachas de água e sal, trincando pequenos pedaços e mastigando muito bem, e alimentos sem resíduos nem fibras (arroz, batata, cenoura, peixe, frango…) cozidos ou grelhados. Devem ser evitados os frutos (excepto maçã ou pera), cereais, leguminosas, vegetais, etc.
Eliminar também o café, os produtos lácteos e os refrigerantes gelados, pois aceleram o trânsito, assim como guloseimas e bolos. Quando se inicia a recuperação, introduzir os legumes e a fruta, de preferência cozidos nas primeiras 48 horas.
Como se reidratar?
Preferencialmente, beber água à qual se podem juntar alguns grãos de sal ou um pouco de açúcar ou mel para favorecer a hidratação. Caldos de legumes e tisanas também são uma boa opção. Se as náuseas e vómitos são muito intensos, é preferível beber quantidades muito pequenas, a intervalos regulares.
É necessário tomar medicamentos?
Não necessariamente: muitas vezes são suficientes a hidratação e a dieta. Contudo, alguns medicamentos podem ajudar. Comprimidos ou saquetas à base de argila ou carvão absorvem as eventuais toxinas e ajudam a reduzir a diarreia. Sem esquecer os probióticos: importantíssimos para restabelecer rapidamente a flora intestinal, parando a diarreia e devolvendo o conforto abdominal e a energia perdida. Ao contrário, os medicamentos antidiarreicos têm tendência a bloquear o intestino e a prolongar a duração da infecção pelo que só devem ser usados quando prescritos pelo médico e sob atenta supervisão.
Para casos de náuseas e vómitos muito intensos existem comprimidos de administração sublingual que poderão eventualmente ser úteis, mas sempre prescritos pelo médico. As soluções de reidratação de venda livre também poderão ser utilizadas.
Quando recorrer ao médico/hospital?
As crianças com menos de 2 anos e os idosos devem de imediato consultar o médico. Idem, para qualquer indivíduo se existir diarreia muito abundante ou com sangue, febre alta e dores abdominais muito intensas. Se os sintomas de intoxicação alimentar durarem mais de 48 horas, deve suspeitar-se de infecção mais grave e é necessário avaliar a situação, podendo levar a prescrição de antibióticos e até hospitalização.

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